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No dia 17
de Abril de 2005, o Sr. Firmino Alves, de 56 anos, enfermeiro
aposentado, foi entrevistado, sobre a sua profissão de
enfermeiro.
100R.-
Porque escolheu esta profissão?
F.A.: Fui para enfermagem
incentivado por um familiar que já exercia essa profissão. Nessa
altura não tinha conhecimentos do que era a profissão de
enfermagem. Ao tirar o curso de enfermagem e nos estágios que se
fazem em diversas instituições de saúde e hospitais, passei
então a constatar que era uma profissão de que afinal gostava
muito, porque é uma profissão muito humanista.
100R-
O que é que
mais gostou de fazer nesta profissão?
F.A.: O que mais gostei de fazer
foi trabalhar directamente com doentes que estavam internados
nas enfermarias, porque havia um contacto mais personalizado com
o doente.
100R-
E o que é que menos gostou?
F.A.: Como em tudo na vida de uma
pessoa, há sempre coisas que nos impressionam mais, o mesmo
acontece com a enfermagem mas nunca nada me custou a ponto de
não o fazer.
100R-
Onde é que exerceu
esta profissão?
F.A.: Exerci esta profissão no
Hospital de S. José, em Lisboa.
100R-
Se pudesse
escolher outra profissão, escolheria outra?
F.A.: Não, porque me senti
realizado nesta profissão. É uma profissão da qual damos muito
de nós aos outros.
100R-
Exercer a
profissão de enfermagem é difícil?
F.A.: Não é difícil, mas sim
muito exigente e de responsabilidade. É uma profissão de risco
porque se tem contacto com muitas doenças e de muito stress. É
uma profissão de abnegação porque muitos dos nossos problemas
particulares passam muitas vezes para segundo plano. Tem que se
lidar com a vida e a morte muitas vezes lado a lado. É
necessária muita compreensão com a pessoa doente, porque
normalmente está debilitada física e psicologicamente.
100R-
O curso de
enfermagem é difícil de “tirar”?
F.A.: É um curso bastante
difícil e intensivo porque tem muita teoria e ainda se fazem em
simultâneo estágios nos hospitais ou em instituições de saúde.
No exercício da profissão o enfermeiro necessita sempre de fazer
formação em serviço em função de novas doenças, novos
conhecimentos, novas técnicas e cursos de especialização em
determinadas valências de saúde.
Pedro Miguel Alves
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