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Infelizmente, a heroína faz
parte da realidade de muitos jovens portugueses. Basta
“entramos” na noite lisboeta e rapidamente deparamos com a
comercialização de heroína.
Por vezes, a informação acerca desta droga é pouca, mas
aprofundando ligeiramente os estudos podemos até verificar que o
“brown sugar” (nome de rua) já foi até considerado um
medicamento. Estranho no mínimo… Vamos conhecer um pouco melhor
esta droga.
Apresentação
A heroína é um
opiáceo. O ópio é extraído da papoila e é transformado em
morfina e mais tarde em heroína. Os principais produtores de
papoila são a China, a Turquia e os países do chamado Triângulo
Dourado (Birmânia, Laos e Tailândia).

A heroína é comercializada em pó; tem um sabor ligeiramente
amargo. Durante muito tempo foi administrada por via
intravenosa, mas o aparecimento da SIDA e os efeitos
devastadores que esta teve no heroinómanos (consumidores de
heroína), levou à procura de novas formas de consumo como por
exemplo a aspiração de vapores libertados pelo seu aquecimento.
No entanto, a preparação de uma injecção de heroína continua a
ser um ritual, do qual fazem parte a colher e o sumo de limão.
Para efeitos mais intensos e duradouros, a heroína é
frequentemente misturada com outras drogas como a cocaína.
A heroína possui vários nomes de rua como por exemplo: cavalete,
chnouk, H, pó, poeira, burra, black tar, bomba, castanha,
cavalo, heroa, açúcar e gold (heroína muito pura).
Origem
Na primeira metade do séc. XIX, a grande dependência de doentes
em fase terminal, da morfina (usada como analgésico) criou a
necessidade da descoberta de uma nova substância que não fosse
tão viciante. Finalmente, em 1847, os laboratórios Bayer
descobriram um novo produto a que deram o nome de heroína (heroish
que em alemão significa poderosa, heróica). O efeito analgésico
da heroína é três vezes maior do que o da morfina. Era dada
principalmente a doentes em fase terminal que se viam libertos
da dor e da tosse convulsa (tuberculose). Durante pouco mais de
uma década, pensou-se que era segura, eficaz e que não produzia
efeitos secundários, no entanto, estes começaram a tornar-se
visíveis. Apesar dos esforços da Bayer para provar o contrário,
verificou-se que a heroína era ainda mais viciante que a
morfina.
Em 1912, foi proibida a venda de heroína nos EUA. Assim sendo,
os doentes que já estavam dependentes da “heroa”, deixaram de
poder consumir o seu “medicamento” passando a ser considerados
marginais e a terem de entrar no mercado negro.
A heroína voltou a expandir-se pelo mundo após a II Guerra
Mundial e hoje em dia é produzida no mercado negro
principalmente no Sudeste Asiático e na Europa.
Efeitos
Os efeitos da heroína são de média duração, podendo durar de 4 a
6 horas. Inicialmente pode-se sentir uma sensação de euforia e
de bem-estar passando depois a outros efeitos: sonolência,
sensação de tranquilidade e diminuição do sentimento de
desconfiança, embotamento mental, contracção da pupila, vómitos,
depressão da respiração (causa da morte por overdose),
desaparecimento do reflexo da tosse, edema pulmonar, baixa de
temperatura, amonerreia, anorgasmia, impotência, náuseas,
vómitos, obstipação, pneumonia, bronquite ou até a morte.
Riscos
Os efeitos a longo prazo são muitos, passando pelo emagrecimento
extremo, infecções gastrointestinais e patologias ginecológicas.
A nível psicológico, um dependente de heroína poderá tornar-se
apático, letárgico e deprimido. Os principais problemas de um
heroinómano poderão estar associados à pouca falta de higiene e
segurança em relação ao uso de seringas. As principais doenças
causadas pela má higiene das seringas são as hepatites e a SIDA.
A mistura de heroína com álcool ou outras drogas depressoras
potencia os riscos de overdose.
As mulheres grávidas têm de ter principal cuidado pois o uso
desta droga pode levar a abortos espontâneos, cesarianas e
partos prematuros. Os recém-nascidos nascem geralmente mais
pequenos do que a média.
Mas a heroína não trás só problemas físicos e psicológicos,
estando também associados a ela problemas sociais como a
desestruturação familiar, desemprego…
Tolerância e Dependência
Ao fim de algum tempo os heroinómanos, têm tendência para
aumentar a quantidade de heroína auto-administrada, com o fim de
conseguir os mesmos efeitos que antes eram conseguidos com doses
menores, o que conduz a uma manifesta dependência.

Síndrome de Abstinência
A síndrome de abstinência passa por diferentes fases.
Inicialmente poderão ocorrer bocejos contínuos, choro,
hiper-sensibilidade à dor, agitação e inquietação. De seguida,
começa a ansiedade, irritabilidade, tremores, dores e espasmos
musculares, dilatação da pupila e taquicardia. Com a progressão
do quadro de abstinência surgem náuseas, vómitos, diarreia,
ejaculação espontânea, dores fortes e febre.
Agora que já conheces
melhor os efeitos, os riscos e a dependência da heroína, pensa
1000 vezes quando te derem a experimentar. Se podemos ser
felizes sem as drogas para quê procurá-las? Com elas só
conseguimos uma felicidade momentânea e não
uma felicidade pura. Para quê estares feliz por momentos se
passado umas horas já não te lembras de nada? DIZ NÃO ÀS
DROGAS!!

Sites das imagens:
http://wwwhtm.pgr.gob.mx/comb_narco/tipos_drogas/amapola.jpg
http://www.conacedrogas.cl/inicio/images/foto_herohina.jpg
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Ana
Miriam, 9ºB |