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Entrevista

Nuno Ricardo Gonçalves, um estudante do último ano de Medicina Dentária

 


100R. - Que tipo de pessoas é mais frequente aparecer?

N.G.     Por aqui, na clínica da faculdade, passam todo o tipo de pessoas, desde as
mais desfavorecidas, com bastantes dificuldades, aquelas que pertencem a um
estrato socio-económico mais elevado. Desde crianças com 3 anos, a idosos.
Regra geral, os pacientes aparecem nos consultórios com dor, preferem remediar
do que prevenir.

 100R. - Achas que os portugueses dão importância à saúde oral?

N.G.     Na minha opinião, os portugueses ainda não dão a devida importância à
saúde oral, embora essa tendência tenha vindo cada vez mais a aumentar.

100R. - Que tipo de doenças é mais frequente te aparecer?

N.G.     A cárie é uma doença infecciosa. Esta é sem dúvida a doença mais
frequente, as lesões de cárie devem ser tratadas. Seguem-se as gengivites
(inflamação das gengivas) e as periodontites (inflamação do periodonto -
suporte do dente, o que liga o dente ao osso alveolar).

100R. - Porque escolhes-te seguir medicina? E porque dentista?

N.G.     Escolhi seguir um curso ligado à saúde, pois é uma área de bastante
interesse, que tem evoluído muito nos últimos tempos. Medicina dentária não é
excepção. Foi desde miúdo, toda a gente tinha medo de ir ao dentista, eu
fiquei a gostar e não tinha receio. Lembro-me uma vez, tinha acabado o dia de
aulas na escola e em vez de ir para casa, fui sozinho ao dentista, tinha 8 ou
9 anos.

100R. - O que achas do serviço nacional de saúde?

N.G.     Acho que o Serviço Nacional de Saúde deveria implementar no seu sistema
médicos dentistas, uma falha muito grave num país com o índice de saúde oral
mais baixo da Europa.

100R. - Achas que as crianças da actualidade são devidamente informadas do cuidado a ter com a saúde oral?

N.G.     Sim, penso que cada vez mais a informação chega de uma forma mais clara e
explícita. Existe bastante publicidade, quer seja em televisão, quer seja na
imprensa, a produtos, tais como escovas e pastas, dedicados a cada fase da
infância. As crianças começam desde muito cedo a ter cuidados de higiene oral
no seu quotidiano. Aliás, no nosso plano de estágio, temos que prestar
serviços a algumas escolas primárias, no sentido de educar e ensinar os
correctos hábitos de higiene oral: como escovar os dentes, que tipo de escova
e pasta a utilizar em cada caso, como usar a fita dentária, etc. Basicamente é
mostrar como se faz, porque nestas idades as crianças aprendem imitando.

 Ana Rita Navalho



     
 

Profissional de saúde

 
 

 

 

 

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