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100R. – Porque é que
enveredou por uma profissão na área da saúde?
Por gosto e
vocação, que senti, desde muito cedo, por esta área profissional.
Foi uma coisa natural.
Dr.– Quais são as principais dificuldades que tem de enfrentar no
seu trabalho, no dia-a-dia?
Dr. -As principais dificuldades
prendem-se com dois aspectos, aliás muito comuns nesta e noutras
áreas profissionais em Portugal. Esses aspectos são: primeiro, umas
condições de trabalho, que deixam algo a desejar, podendo ser, de
facto, melhoradas; e, por último, falta de pessoal.
100R– Na sua opinião, qual é o estado da saúde em Portugal?
Dr. -A saúde em Portugal está doente.
As principais razões prendem-se com a falta de profissionais de
saúde, e com a falta de investimentos nesta área.
100R– Um jovem deseja seguir uma carreira similar à sua. Qual o
conselho que lhe dirige, tendo em conta as escolhas que ele terá de
fazer?
Dr.-O meu principal conselho é que siga
em frente. Tendo em conta que em Portugal não existem condições
ideais, nem profissões ideais, o melhor que se tem a fazer, é fazer
sempre aquilo de que se gosta.
100R – Por fim, podia ter a amabilidade de fazer um balanço da sua
carreira, apontando os melhores e os piores aspectos da sua vida
profissional?
Dr.-A minha vida profissional pode-se
dividir em três fases: uma primeira fase, uma fase clínica, em que
trabalhei como médico, logo a seguir a licenciar-me. Foi muito boa,
esta fase, o único ponto negativo que posso apontar é o facto de ter
saído dela. Depois, passei à indústria farmacêutica, que, embora
seja bastante interessante, tem sempre o problema de juntar à sua
faceta de saúde, uma faceta comercial; por fim, voltei para a
profissão de médico há muito pouco tempo, exercendo agora Medicina.
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