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Afinal o que é o sexo
seguro… Sexo seguro é qualquer actividade sexual na qual o risco
de contrair Doenças Sexualmente Transmissíveis é mínimo.
A abstinência
(não praticar sexo) é a forma de nunca contrair DST e é
totalmente segura.
A segunda
melhor maneira de reduzir o risco ao mínimo é através da
utilização do preservativo, masculino ou feminino. Alguns homens
pensam que eles não transmitem as doenças se retirarem o pénis
antes de alcançar o orgasmo. Isso é mentira porque doenças como
o HIV encontram-se nos líquidos que são libertados pelo pénis
antes do orgasmo.
Mas o que são Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST)? As DST,
também chamadas venéreas, são doenças transmitidas
maioritariamente através de relações sexuais embora também
possam ser transmitidas por intermédio de objectos que
transportam os agentes causadores destas doenças, principalmente
através de contacto de sangue. Estas doenças podem ser
detectadas e tratadas, mas quando são detectadas demasiado tarde
têm diversos efeitos que podem ir da esterilidade à morte. Entre
a enorme lista de DST podemos destacar o vírus do HIV
responsável pela SIDA (síndrome de imuno deficiência adquirida),
e que é incurável embora os seus efeitos possam ser atenuados
através de medicamentos retro virais, a hepatite B e C, a
gonorreia, a sífilis e o herpes genital.
A prática de sexo oral é vista como uma prática de baixo risco
para a transmissão de DST mas estudos recentes confirmam que
essa teoria está errada. Apesar de práticas sexuais como o sexo
vaginal e/ou anal serem muito mais perigosas para a transmissão
de doenças, existem casos relacionados com a prática de sexo
oral. Foram detectados pequenos surtos de gonorreia e sífilis,
causados pela prática de sexo oral desprotegido. Estudos
desenvolvidos recentemente em laboratórios provaram que o HIV é
capaz de atravessar a mucosa da boca e transmitir a doença.
Estudos apontam que quem pratica o sexo oral está mais exposto
ao risco, pois tem um contacto mais íntimo com as secreções da
outra. Quem recebe, está em contacto apenas com a saliva, o que
reduz muito o risco de infecção à excepção do herpes, que pode
ser transmitida através da boca e do órgão genital.
O preservativo. Um preservativo é uma capa de látex, usada no
pénis ou na vagina e onde os espermatozóides ficam retidos.
Se o preservativo for usado correctamente a sua eficácia é alta,
variando de 82 a 97%. E é vantajoso pois quase todas as pessoas
o podem usar, protege contra DST, e ainda previne doenças do
colo uterino, não faz mal à saúde e é fácil de comprar. As suas
desvantagens podem ser alguns efeitos colaterais são as alergias
ou irritações que podem ser reduzidas trocando a marca e/ou o
tipo de preservativo e usando cremes lubrificantes à base de
água.
Existem certos cuidados a ter ao usar um preservativo. Um dos
mais importantes está na observação da data de validade. Também
se deve verificar se o envelope que contém o preservativo está
danificado ou furado e é preciso ter cuidado ao abrir o envelope
evitando fazê-lo com os dentes pois pode furá-lo e tornando-o
inútil.
O preservativo feminino (diafragma) é um anel flexível, coberto
por uma membrana de borracha, colocada na vagina para cobrir o
colo do útero. Impede a passagem dos espermatozóides e a
consequente fecundação do óvulo. As mulheres que deram à luz
recentemente ou que tenham alergia ao espermicida não devem usar
o diafragma. A sua maior vantagem é que a mulher pode ter a
responsabilidade quando o homem se recusa a usar o preservativo.
O preservativo masculino é a única maneira de ter relações
sexuais sem se preocupar com doenças sexualmente transmissíveis.
Os mais confortáveis são os lubrificados e se for necessário
usar lubrificantes específicos é preferível que sejam à base de
água.
Os preservativos agem como uma barreira, pois não permitem que o
esperma e os microrganismos contidos no sémen penetrem na vagina
e também impedem que os da vagina entrem em contacto com pénis.
Também servem para prevenir doenças durante a gravidez.
Nuno
Carvalho 9º B |