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Segundo a Fundação Portuguesa de Cardiologia,
a competência de deixar de fumar é individual, ou seja, depende apenas
de nós, mas mesmo assim, e embora sabendo que são tabaco/dependentes e
tendo conhecimento dos riscos que correm, muitos fumadores não conseguem
deixar este vício, sem o qual já não conseguem viver.
Assim, o tabaco tornou-se já, no mundo ocidental, numa das maiores
causas de morte precoce do adulto jovem, que poderia ser evitável; além
do fumo do tabaco ser na Europa, responsável por um milhão e duzentas
mil mortes anuais, prevendo-se que em 2020 este número chegue aos dois
milhões, mas esmo assim, apenas 18% da população associam o vício de
fumar a doenças cardiovasculares.
Além deste elevado número de mortalidade apresentado pela população
fumadora, também na morbilidade e nas faltas ao serviço há um grande
destaque para os fumadores, pois são os que consomem mais cuidados de
saúde, e também os que mais faltas dão nos seus locais de trabalho.
Quando se questiona a população sobre os malefícios do tabaco, a maior
parte refere o cancro e os tumores malignos, mas no entanto,
calcula-se que o hábito de fumar tenha sido responsável por 5% das
mortes por doença cardiovascular (2200 mortes).
Relativamente à gravidez, o tabaco também se torna um grande
inconveniente, pois as mulheres que fumam durante a gravidez têm mais
frequentemente filhos de baixo peso ao nascer e que terão também menos
resistência às infecções das crianças.
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Especialmente na mulher jovem, o tabaco constitui o maior factor de
risco de enfarte do miocárdio e de morte súbita, sendo que o risco de
enfarte do miocárdio entre mulheres fumadoras e não fumadoras é
respectivamente de um para quatro.
Além de todos estes malefícios para a saúde, há também os elevados
custos económicos sentidos pelos fumadores, factor que tem também
preocupado imenso os governantes políticos, que têm como objectivo
conseguir aumentar o número de não fumadores para 80%, diminuindo assim
os riscos para a saúde provocados por este hábito, como também os riscos
para a saúde do fumador passivo, ideia esta que ainda está pouco
desenvolvida na nossa sociedade, pois a maioria da população pensa que o
hábito de fumar afecta só os fumadores, esquecendo-se que o fumo do
tabaco afecta também quem se encontra à volta do fumador.
Mesmo assim, toda a população é unânime na ideia de que deixar de fumar
vale sempre a pena, mesmo que seja depois de muitos anos neste vício,
mas a desabituação da nicotina é muito difícil, sendo por isso algumas
vezes necessário, uma intervenção e acompanhamento de profissionais de
saúde.
Para acabar, fica aqui uma mensagem especial para os pais, tanto para
serem cada vez mais saudáveis, como também para proporcionar uma vida
saudável aos seus descendentes:
- Não permitam, que se fume, em suas casas;
- Não fumem (se os pais forem fumadores) em presença dos seus filhos,
qualquer que seja o local, onde se encontrem;
- Não permitam, que as crianças mexam em objectos associados com o
tabaco, como isqueiros, cinzeiros, caixas de tabaco, bolsas para tabaco;
- Avisem os seus filhos sobre os malefícios do tabaco.

Fonte: Site da
Fundação Portuguesa de Cardiologia
www.fpcardiologia.pt
Inês Fernandes, 9ºD
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