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Transplante de Medula


 

 

O que é medula óssea?

 imagem retirada de: http://www.hemonline.com.br/


Já ouviste falar do tutano dos ossos? É aquela zona encarnada que fica no interior dos ossos, é um tecido mole esponjoso localizado no interior dos ossos longos.
Se és do 8º ou 9ºano, já sabes que a a medula vermelha dos ossos é responsável pela formação das células sanguíneas.
Sabes, também, que os glóbulos vermelhos têm como função o transporte do oxigénio para as células e o transporte do dióxido de carbono para os pulmões; que os glóbulos brancos são células que constituem o sistema de defesa do nosso organismo e que as plaquetas sanguíneas ajudam na coagulação do sangue. Estes componentes dos sangue são renovados continuamente e a medula óssea é quem se encarrega desta renovação. Trata-se portanto de um tecido de grande actividade evidenciada pelo grande número de multiplicações celulares.


O que é transplante de medula óssea?
É um tipo de tratamento utilizado na cura de algumas doenças malignas que afectam as células sanguíneas. Este tratamento consiste na substituição de uma medula óssea doente, por células normais de medula óssea de forma a reconstituir-se uma nova medula.
O transplante pode ser autogénico ou alogénico.
O autogénico, como o nome indica é feito através da medula ou das células precursoras de medula óssea provêm do próprio indivíduo transplantado (receptor). O alogénico é quando a medula ou as células precursoras de medula vêm de doador. Há ainda uma outra forma de transplante através sangue circulante de um doador ou através do sangue do cordão umbilical que contém um grande número de células "tronco" hematopoiéticas, que são células fundamentais no transplante de medula óssea.


Quando é necessário o transplante?
Em doenças do sangue como a Anemia Aplástica Grave (deficiência grave do número de glóbulos vermelhos) e em alguns tipos de leucemias.


A Leucemia é tipo de cancro que afecta a função e a velocidade de crescimento dos glóbulos brancos (leucócitos), afectando sua função e velocidade de crescimento. O transplante surge como uma forma de tratamento complementar aos tratamentos convencionais.


O que é compatibilidade?
Para que se realize um transplante de medula é necessário que haja uma total compatibilidade das medulas entre doador e receptor. Caso contrário, a medula será rejeitada. Esta compatibilidade é determinada por um conjunto de genes localizados no cromossoma 6. Por isso, devem ser iguais entre doador e receptor. Esta análise é realizada em testes laboratoriais específicos, a partir de amostras de sangue do doador e receptor, chamados de exames de histocompatibilidade. Com base nas leis de genética, as chances de um indivíduo encontrar um doador ideal entre irmãos (mesmo pai e mesma mãe) é de 35% e de 0,0001% (uma em um milhão) entre dadores não aparentados.
 

Como é o transplante para o dador?
O dador faz um exame médico para confirmar o seu bom estado de saúde. Não há exigência quanto à mudança de hábitos de vida, trabalho ou alimentação.
É feita uma pequena cirurgia, cerca de 90 minutos, em que lhe é retirada a medula através de punções nos ossos da bacia (parte posterior). MAS NEM SEMPRE É PRECISO ESTA CIRURGIA, NO CASO DA INÊS, O DADOR FARÁ APENAS UMA ESPÉCIE DE TRANSFUSÃO DE SANGUE. A medula é recuperada após 15 dias.
O receptor recebe a medula como se fosse uma transfusão de sangue. Para dador o transplante é apenas um pequeno incómodo passageiro, para o receptor pode ser a diferença entre a vida e a morte.


Doação através do cordão umbilical
Após qualquer nascimento, o cordão umbilical é cortado mas clampeado de forma a impedir que o sangue contido no cordão saia, cortando-se a ligação entre o bebé e a placenta. A quantidade de sangue (cerca de 70 - 100 ml) que permanece no cordão e na placenta é drenada e armazenada em bolsas semelhantes às utilizadas para transfusão de sangue. As bolsas são levadas ao banco de sangue de cordão umbilical, onde serão congeladas e poderão ficar por vários anos à espera de um receptor compatível. Este processo não causa nenhum dano para a mãe e ao bebé já que utiliza somente o sangue do cordão que seria descartado após o parto. Este procedimento só ocorre com consentimento da mãe. (Infelizmente não deve ser frequente nas nossas maternidades).
Quais os riscos para o dador?
Os riscos são praticamente inexistentes, sendo retirada do dador a quantidade de medula óssea necessária (menos de 10%).

 

Quem pode ser dador?
-Qualquer pessoa com boa saúde entre 18 e 55 anos poderá doar Medula Óssea.
-Doar uma pequena quantidade de sangue (10ml)
A partir do momento que nos decidimos ser dador, as informações são colocadas numa base de dados e percorrem o mundo para ajudar a salvar uma vida.
Infelizmente ainda não podes contribuir com a tua medula mas ficaste a saber como as coisas funcionam E PODES AJUDAR APELANDO AOS ADULTOS.

 

-INSCRIÇÃO NA CEDACE

http://www.chsul.pt/inscricao.htm  

Fontes:


http://www.hc.ufpr.br/hosp/tmo/tmo01.htm


http://www.tmobr.com.br/doador.htm


http://www.inca.gov.br/tratamento/faq/medula.html


http://www.dglnet.com.br/users/guida/doacao.htm


 

 

 


     
 

Curiosidades

 
 
 

 

 

 
 

 Colégio Vasco da Gama - Meleças-Belas, Sintra.
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